Siderurgia discute cenário no país e perspectivas de mercado

12/08/2022 | Valor Econômico

Congresso marcado para os próximos dias 23 e 24 ocorre em São Paulo




A indústria brasileira de produção de aço, que tem operações distribuídas entre grupos estrangeiros e nacionais, vai discutir nos próximos dias 23 e 24 as perspectivas do mercado brasileiro de aço, a economia do país e cenário global no Congresso marcado em São Paulo.






Um dos debates vai reunir os presidente das principais empresas do país. Eles vão discutir as perspectivas futuras do setor no Brasil - “A visão dos CEOs”. As apresentações serão de Gustavo Werneck, da Gerdau, Sergio Leite, presidente do conselho de administração da Usiminas (que foi o executivo-chefe da empresa até maio), Jefferson De Paula, da ArcelorMittal Brasil e CEO de Longos e Mineração LATAM do grupo, e Marcelo Botelho, da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).





O painel será moderado por Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, que promove o evento.





O ano passado foi o melhor vivido pela siderurgia brasileira - em produção, vendas, consumo e resultados financeiros - desde 2013, quando bateu recordes de vendas e consumo de produtos siderúrgicos. O mercado interno consumiu mais de 28 milhões de toneladas naquele ano.





A partir de meados de 2020, com o forte impacto da pandemia de covid-19 nas cadeias de produção de insumos, matéria-primas industriais e commodities em geral, os preços subiram a patamares inesperados, mundialmente. Não foi diferente para o aço. As siderúrgicas no país justificam que puderam recuperar perdas acumuladas de vários anos de crise na economia brasileira de 2015 em diante.





Desde o quarto trimestre de 2021 houve acomodação da demanda interna e as perspectivas para 2022 são de leve crescimento. Em junho e no primeiro semestre, na comparação anual com igual período do ano passado, o setor registrou quedas de vendas e consumo e aumento das exportações.





A última previsão do Aço Brasil é de fechar o ano com alta de 2,5% nas vendas internas; 1,5% no consumo aparente; 1,5% nas exportações; 2,2% na produção de aço bruto e retração de 12% nos volumes importados, em que uma das barreiras de maior entrada é a volatilidade do câmbio.





O país ainda tem um dos consumos per capita de aço mais baixos do mundo - 122 kg por habitante ao ano. Patina nesse nível há décadas. A capacidade instalada é de 51 milhões de toneladas por ano, mas opera com cerca de 30% de ociosidade. “O que falta é demanda doméstica; não oferta”, costuma diz Mello Lopes.





O setor prevê investir R$ 52,5 bilhões deste ano a 2026, conforme anúncios das siderúrgicas.





A partir de maio, as siderúrgicas tiveram de suspender os reajustes nos preços no mercado interno - o último foi em abril - devido ao cenário de arrefecimento na demanda e queda nos preços do aço no exterior, que balizam os preços locais. Após o impulso altista decorrente da guerra da Rússia na Ucrânia mais o fator China, uma onda de ajustes se verifica no valor das commodities metálicas e de matérias-primas em geral.





Há um novo cenário global e interno: inflação, ameaça de recessão, principalmente nos EUA, continuidade da guerra (que afeta a União Europeia), as tensões geopolíticas entre China e Estados Unidos, a China em combate à covid-19 e buscando ajustar sua economia, e as eleições presidenciais de outubro no Brasil.





O evento vai debater vários temas: A nova ordem econômica mundial - impactos nas cadeias globais; A nova ordem econômica mundial - inserção do Brasil; As mudanças climáticas e a indústria do aço; Papel estratégico da indústria do aço no desenvolvimento econômico; Cenário político - eleições 2022; ESG - Impacto no valor de mercado das empresas mais a Visão dos CEOs.





Estão previstos convidados locais - Paulo Guedes, Ministro da Economia, os presidentes do BNDES e da Caixa, Ministro do Meio Ambiente -, e internacionais, da World Steel Association, Franklin Templeton, McKinsey, CRU. Há ainda economistas, o presidente da Anfavea (indústria automotiva é grande consumidora de aço), cientista político e outros especialistas.






Na abertura, será empossado o novo presidente do conselho diretor do Aço Brasil - Jefferson De Paula. Ele substituirá Marcos Faracco, vice-presidente do grupo Gerdau.





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